ACRÓSTICO DO CENTENÁRIO DE CARINHANHA
Honorato Ribeiro dos Santos
Cem anos se passaram
Embrenhado do enredo,
Numa luta de coroneis
Teve violência e muito medo;
Era uma política de ódio;
No cenário que veio cedo;
Ávidos pelo poder lutavam
Reacionários dum trono feudo:
Imperiosos seus asseclas de galão
Optavam à bala o trono em janeiro.
Deles o progresso morreu
Em dezenove envadiram ligeiro.
Carinhanha inda dorme
Assim plácida sem acordar;
Rica com dois rios lindos
Indo pro Norte, indo pro mar.
Não há progresso, ainda sofre;
Haverá herói para lhe transformar?
A cultura e os costumes estão morrendo
Não há resgate ao imperismo do lugar;
Há somente promessa sujestivas e
A cidade vive de sonho a sonhar.
Acróstico de Honorato Ribeiro dos Santos, poeta e escritor.
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