31 de julho de 2012

Vigário

Sabia que em 28 de dezembro de 1876, o padre João Raulino Barcellar, vigário colado da Freguesia de São José de Carinhanha, teve seu pedido de pagamento dos guizamentos deferido pelo presidente da Província da Bahia?

Esse é o mesmo padre que em 25 de dezembro daquele mesmo ano recebeu o engenheiro baiano Teodoro Sampaio, aqui em Carinhanha, vindo no vapor presidente Dantas, organizando, inclusive a sua partida para a chapada Diamantina antes de rezar missa no lugar chamado Espírito Santo.


29 de julho de 2012

Nicandro Albino Lopes

No dia 27 próximo passado (27/07/1850), achando-se na Vila de Carinhanha, o facinoroso Nicandro Albino Lopes, principal agente do séquito do celerato fraticida Antonio Jose Guimaraes, autor das mortes e desordens da comarca de Urubú, fazia correr o boato, de que se no dia 9 ali se apresentasse para as eleições o vigário e deputado provincial Jose de Souza Lima, e o Dr. delegado Daniel Luiz Rosa, que seriam por ele mortos, em vista do que reunindo-se alguns amigos e parentes do referido magistrado e do vigário, com as autoridades do lugar, fizeram que no mesmo dia, o indicado facinoroso evacuasse a Vila. Tendo pois notícia o referido delegado do mencionado conflito, e prevendo os meios nos de segurança para os habitantes da Vila de Carinhanha, oficiou ao Juiz de Direito da Comarca, ao delegado do termo vizinho de Caetité, pedindo auxílio e requisitando a presença ali do capitão da 4ª Companhia do corpo policial, estabelecida na Vila de Caetité, etc. e deu outras providências concernentes a resistir a qualquer agressão. Efetivamente no dia 9, o dito facinoroso Nicandro, marchou sobre o colégio eleitoral, e os eleitores e autoridades em defesa de suas vidas, sairam a encontrá-lo, e travando-se o conflito, foi dele vitima o referido Nicandro que morreu, e mais três jagunços (peitos largos), fugindo o padre F. Pacheco, pertencente ao séquito de tais salteadores.
No dia 12 seguia para aquela Vila o Dr. delegado Daniel Luiz Rosa, acompanhado do vigário Lima, alguma força e dinheiro, não só para tomar conhecimento de tais ocorrências, senão também para prosseguir nas diligências de capturar os outros réus de morte, etc.
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Fonte: Diário do Rio de Janeiro, Ed. 8.472, Sexta-feira, 16 de agosto de 1950 
  

Correio Aereo Militar em Carinhanha

Foi inaugurada em março de 1933, a chamada rota do São Francisco, pelo Correio Aereo Militar, que escalava em Belo Horizonte, Pirapora, Januária, Carinhanha, Lapa, Chique-Chique, Remanso, Petrolina, Crato e Fortaleza.

26 de julho de 2012

Vale a pena saber

A Estação da Repartição Geral dos Telegráfos foi inaugurada, em Carinhanha, no dia 13 de março de 1897, de quarta classe, tendo como o seu primeiro encarregado o telegrafista Leopoldo Carneiro da Silva Ribeiro, sendo que já no ano de 1903, o município contava com uma população de 10.214 habitantes.
A Comarca era classificada como de primeira entrância, composta pelo Termo de Carinhanha e o de Bom Jesus da Lapa. O Dr. Juiz de Direito naquele ano de 1903 era o Dr. Paulo R. Teixeira.
O Governo Municipal, sob a égide da Constituição Estadual de 2 de julho de 1891, era composto de um Conselho Deliberativo; um Intendente, encarregado das funções executivas; e uma Assembléia Municipal.
Em 1905, a população ainda era de 14.000 habitantes, registando 514 eleitores. Na área judiciária, o Juiz de direito continuava sendo o Dr. Paulo R. Teixeira; contando com três suplentes do juiz substituto seccional: 1. Dr. Antônio Moreira de Castro; 2. Virgilio José de Oliveira; 3. Daniel Caetano de Souza; tendo como ajudante do procurador seccional, Geminiano Marques dos Santos.
Em 1907, as linhas de vapor partiam de Juazeiro nos dias 1 e 15 de cada mês com retorno ao porto com data prevista para os dias 7 e 23. O valor da passagem de primeira classe do porto de Juazeiro até o porto de Carinhanha custava 81$800, enquanto que o preço da passagem de segunda classe custava 45$900. Enquanto que se o passageiro fosse até o porto da Malhada, a passagem de primeira classe custava 82$000 e a de segunda classe custava 48$700. Nesses preços estavam incluídos a comida e o imposto.
Em 1907, o município ainda com os seus 14.000 habitantes e seus 514 eleitores, sendo composto além da Vila de Carinhanha, contava com os distritos de São João dos Gerais, Malhada, Parateca, e Côcos. A Comarca continuava de primeira entrância, continuava sendo Juiz de Direito o Dr. Paulo R. Teixeira; passando a ser seus suplentes: 1. Cap. Manoel Alves Noronha; 2. Pedro Pinto Lima; 3. Victal da Costa Alkmim; sendo suplentes do juiz seccional: 1. Dr. Antônio Moreira de Castro; 2. Virgílio José de Oliveira; 3. Daniel Caetano de Souza; sendo ajudante do procurador seccional: Geminiano Marques de Souza.
Em 1908, a Comarca de Carinhanha era a sede e contava além dela com os termos de Monte Alto e Riacho de Santana. Seu Juiz era o Bacharel Francisco José de Pinho, que também exercia a função de Preparador do Termo de Carinhanha. Seu Vigário, nesse ano, era o Pe. Manoel Hygino da Silveira. Nesse ano, o município participa da Exposição Nacional pelo vigésimo quinto grupo - barbantes, cordões e cordoalho -, ganhando a medalha de prata. Concorre também pelo vigésimo sexto grupo - rendas, bordados e aplicações em flor -, também ganhado medalha de prata. Concorre ainda pelo septuagésimo terceiro grupo - madeiras -, levando a medalha de prata, também. Participou pelo septuagésimo quarto grupo - plantas medicinais -, levando a medalha de ouro nessa modalidade. O Promotor era o bacharel Adelino de França Antunes. A décima seção telegráfica compunha de Minas do Rio de Contas a Carinhanha, em seis trechos, sendo as estações de Caetité, Monte Alto, Carinhanha e o Posto Telegráfico de Bela Flor, tendo como encarregado o feitor Agrário Queiroz e o encarregado da estação em Carinhanha era o telegrafista Leopoldo Carneiro da Silva Ribeiro.
Em 1910, a Comarca de Carinhanha tinha o bacharel José Carlos da Cunha Sobrinho, Juiz de Direito, em substituição ao anterior. Nesse ano de 1910, a Paróquia de Carinhanha era administrada pelo Vigário Conego Júlio Constantino da Costa Barreto, sendo que a Paróquia pertencia a Vigaria forânea de Caetité e o Vigário forâneo era o Pe. Luiz Pinto Bastos, residente em Caetité e proprietário de terras em Carinhanha.
Em 1914, o cargo de Juiz de Direito fica vago, enquanto o cargo de Promotor foi assumido pelo bach. Ermelino Esteves de Sant'Anna.
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Fonte: Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, de 1891 a 1940