No dia 27 próximo passado (27/07/1850), achando-se na Vila de Carinhanha, o facinoroso Nicandro Albino Lopes, principal agente do séquito do celerato fraticida Antonio Jose Guimaraes, autor das mortes e desordens da comarca de Urubú, fazia correr o boato, de que se no dia 9 ali se apresentasse para as eleições o vigário e deputado provincial Jose de Souza Lima, e o Dr. delegado Daniel Luiz Rosa, que seriam por ele mortos, em vista do que reunindo-se alguns amigos e parentes do referido magistrado e do vigário, com as autoridades do lugar, fizeram que no mesmo dia, o indicado facinoroso evacuasse a Vila. Tendo pois notícia o referido delegado do mencionado conflito, e prevendo os meios nos de segurança para os habitantes da Vila de Carinhanha, oficiou ao Juiz de Direito da Comarca, ao delegado do termo vizinho de Caetité, pedindo auxílio e requisitando a presença ali do capitão da 4ª Companhia do corpo policial, estabelecida na Vila de Caetité, etc. e deu outras providências concernentes a resistir a qualquer agressão. Efetivamente no dia 9, o dito facinoroso Nicandro, marchou sobre o colégio eleitoral, e os eleitores e autoridades em defesa de suas vidas, sairam a encontrá-lo, e travando-se o conflito, foi dele vitima o referido Nicandro que morreu, e mais três jagunços (peitos largos), fugindo o padre F. Pacheco, pertencente ao séquito de tais salteadores.
No dia 12 seguia para aquela Vila o Dr. delegado Daniel Luiz Rosa, acompanhado do vigário Lima, alguma força e dinheiro, não só para tomar conhecimento de tais ocorrências, senão também para prosseguir nas diligências de capturar os outros réus de morte, etc.
__________________Fonte: Diário do Rio de Janeiro, Ed. 8.472, Sexta-feira, 16 de agosto de 1950
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